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Criado nos moldes do Guardian Angels, dos Estados Unidos, o grupo “ANJOS DA GUARDA” teve seu apogeu nos anos 90, quando chegou a ter mais de 20 membros no RJ e equipes em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Os “ANJOS DA GUARDA” formam uma “quase milícia”, cujos membros, por não poderem usar armas, são sabidamente experts em lutas marciais, alguns dos quais, valendo-se da qualidade de cidadãos, envolvem-se, muitas vezes, em brigas e perseguições, sem serem punidos, porque as mesmas são mascaradas de prisões em flagrante. Este grupo polêmico não mais existe em lugar nenhum do mundo.

Trechos de sentença do juiz Geraldo Prado, no PR. 2000.001.086097-5 / 37 ª V.Cr.:

“Todos sabem que, apesar dos bons propósitos que orientam essa quase milícia de proteção dos turistas e moradores da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, a postura de seus integrantes é, de modo geral, hostil para com os grupos sociais que eles identificam como perturbadores da ordem social”.

“Por isso, não há falta de razão em supor que a percepção dos ANJOS DA GUARDA tenha nítida tendência a acentuar dados desfavoráveis aos agentes, o que é suficiente para, de maneira isolada, merecer a desconfiança do juízo e requisitar outros elementos de prova, visando confirmar-lhes as versões”.